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Alimentação
Dicas para uma alimentação saudável
1. Não fique muitas horas sem comer
A maioria das pessoas acreditam que, para perder peso, o ideal é fechar a boca. Mas o organismo precisa de energia permanente para exercer suas funções e sempre que ela estiver insuficiente, o corpo lançará mão de reservas. No entanto, longos períodos sem alimento criam um mecanismo de economia, ou seja, com medo de desperdiçar a energia armazenada, o organismo começa a poupar.
Saiba que aquelas dietas radicais de alguns dias, onde você perde peso rápido acabam diminuindo seu ritmo metabólico. Assim, quando se deixa de comer, torna o corpo mais lento e a perda de peso desacelera. É por isso que as dietas funcionam bem no início: quando o corpo queima suas reservas, queima gordura. No entanto, ao ficar econômico, diminui o ritmo da perda e o desânimo será evidente, além da compulsão ocasionada pelo efeito "rebote" por ter ficado muito dias sob tensão, gerando ansiedade e irritabilidade.
2. Evite comer muito à noite
Os excessos à noite são os piores para a manutenção da saúde. Ao longo do dia, a energia proveniente dos alimentos que ingerimos é utilizada para manutenção das funções corporais. À noite, no entanto, a energia será mais facilmente convertida em reserva energética, ou seja, gordura.
Os alimentos menos recomendados para a noite são os carboidratos.
3. Evite alimentos fritos
Ao fritar os alimentos, aumenta-se muito seu percentual de gorduras saturadas, responsáveis pela elevação do colesterol no sangue. Além disso, as frituras são mais calóricas e aumentam o risco de obesidade.
4. Não deixe de comer carboidratos
Os carboidratos tem duas classificações. Na primeira se encaixam o açúcar branco, as frutas e o açúcar do leite, enquanto os farináceos e cereais ficam na segunda classificação. Cada um desses tipos age de maneira completamente diferente no organismo.
Eles se diferem pelo que chamamos de índice glicêmico, que é o efeito da glicose no sangue. Quanto mais alto for o índice glicêmico, mais o alimento contribui para o ganho de gordura. O raciocínio é simples: se a glicemia aumenta, muita insulina é liberada para metabolizar essa glicose. Como a insulina é um armazenador de gordura, o resultado é evidente: o estoque dela aumenta. Não é difícil imaginar quais são os carboidratos que mais elevam esse índice. Nosso corpo não tem necessidade de ingerir o açúcar refinado. Devemos evitar seu consumo frequente, não passando de duas a três vezes por semana.
Mas, para quem acredita que a partir de agora vai abolir os carboidratos da dieta, cuidado: Os estudos científicos comprovam que problemas graves de saúde podem surgir em conseqüência da retirada de carboidratos da dieta, como a cetoacidose (situação com formação de substâncias ácidas que se acumulam no sangue quando os níveis de insulina caem devido à falta de alimentação). Sendo assim, toda atenção é necessária ao lermos matérias e tirarmos conclusões precipitadas.
Deve-se ainda entender, que ao diminuirmos a quantidade de carboidratos da dieta, consequentemente aumentamos a ingestão de proteínas e gorduras, o que pode contribuir para o aumento do colesterol e triglicerídeos (propiciando doenças do coração), além de aumentar o risco de problemas renais.
5. Não despreze o desjejum
Essa é a refeição mais importante do dia! Além de recuperar o equilíbrio orgânico depois do repouso noturno, prepara o organismo para mais um dia de ação. De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é fazer seis refeições equilibradas durante o dia e a primeira delas, claro, é o famoso café-da-manhã. Apesar do nome sugestivo, um cafezinho preto não é o suficiente. Inclua também frutas, cereais e um copo de leite ou frios.
6. Coma fibras
Elas estão nos grãos, nas frutas e nos vegetais em geral. São elas que regulam o trânsito intestinal, diminuem a absorção de açúcares e gorduras, geram nutrientes que mantém a flora intestinal saudável. Além disso, os alimentos fontes de fibra ainda são ricos em vitaminas, minerais e água, nutrientes indispensáveis ao equilíbrio orgânico.
7. Não exagere na quantidade de sal
Existe relação direta entre o consumo de sal, fonte de sódio, e o desenvolvimento de hipertensão arterial, doença que atinge 20% dos brasileiros. Esse mineral é extremamente necessário para o corpo, mas não em exagero. Como as maiores fontes de sal são alimentos industrializados, embutidos, conservas, lanches, etc., é muito fácil ultrapassar o limite da sua ingestão diária recomendada.
Dentro do corpo, ele ainda provoca a retenção de líquidos e inchaço, o que pode ser bastante ruim para quem está com os quilinhos sob alerta. Mas não é necessário cortá-lo completamente da alimentação. apenas evite alimentos industrializados e prepare seus pratos em casa sempre que possível.
8. Não abuse de bebidas alcoólicas e de café
Bebidas alcoólicas sobrecarregam o fígado e ainda podem causar danos circulatórios, quando consumidas em grande quantidade. Imagine quanta energia e saúde o corpo jogou fora tentando digerir os copos de cerveja e de vinho do dia anterior.
Com a cafeína, é a mesma coisa, em grande quantidade pode causar insônia e agitação, pois eleva a pressão arterial. Além de ingerir com moderação, evite perto da hora de dormir. Dessa maneira, você garante um sono tranquilo.
9. Inclua alimentos funcionais na dieta diária
A boa alimentação favorece o metabolismo, o sono, a regularidade do intestino e controla o excesso de radicais livres (moléculas responsáveis pelo processo de envelhecimento) produzidos. Os alimentos vão além da nutrição e tornam-se aliados na batalha contra doenças inflamatórias e distúrbios estéticos.
A inserção de alimentos funcionais na dieta diária é uma excelente pedida para quem quer emagrecer de forma saudável. Alimentos como chá verde, alho, aveia, cebola, crucíferas (brócolis, couve-flor, repolho), semente de linhaça, soja e tomate são exemplos de alimentos com substâncias bioativas que tem baixo índice glicêmico, são antioxidantes e ainda atuam na modulação do processo inflamatório.
Mas então, afinal de contas, devemos ou não contar calorias? A verdade é que não devemos nos basear no valor calórico dos alimentos, mas sim na qualidade e quantidade de nutrientes, bem como no chamado "índice inflamatório" de cada alimento, que é o fator determinante para o aparecimento das doenças.
Fonte: monica machado