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Insulina inalável Insulina inalável é alternativa às picadas diárias

Asma e outras complicações pulmonares ameaçam eficácia do medicamento

Foi com grande alarde que a insulina inalável foi lançada no Brasil recentemente. Afinal, há vários anos especialistas e pacientes acompanhavam com ansiedade o desenvolvimento de pesquisas sobre essa nova via de aplicação, na esperança de se livrar das picadas necessárias para injetar a insulina.

A Exubera, da Pfizer, chega com a promessa de se tornar uma alternativa no tratamento principalmente para os diabéticos tipo 2. Trata-se de uma insulina humana em pó, de ação rápida. Portanto, deve ser usada antes das refeições.

Ela é inalada pela boca e absorvida nos pulmões usando uma aparelho similar às bombinhas dos asmáticos. Um gatilho aciona o remédio, que é transformado numa espécie de nuvem dentro do inalador.

Mas, por ser somente de ação rápida, os diabéticos tipo 1 não se livrarão totalmente das injeções. Isso porque esses pacientes, totalmente dependentes do hormônio sintético, precisam da insulina de ação prolongada também. Além disso a injetável não é tão dolorosa assim , pondera o endocrinologista Bruno Geloneze, da Sociedade Brasileira de Diabetes. Uma ressalva apontada pelos especialistas é a dificuldade em ajustar com precisão a quantidade de insulina.

O remédio já passou por testes com milhares de voluntários e está liberado para a comercialização. Porém não poderá ser usada por menores de 18 anos, fumantes e por quem tem doença pulmonar obstrutiva crônica. Os asmáticos precisarão esperar o resultado de testes. Mas, independentemente disso, todos os candidatos deverão passar por exames que avaliem sua capacidade pulmonar.

Fonte: Minha Vida

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