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Prisão de Ventre
Prisão de ventre: Pondo fim aos mitos
Existem muitos mitos sobre o tratamento da prisão de ventre. Um artigo publicado na edição de janeiro do American Journal of Gastroenterology, acaba com esses mitos e esclarece numerosas idéias falsas relativas à prisão de ventre crônica. De dieta rica em fibra a tomar laxantes, os pesquisadores trataram de convicções comuns sobre vários aspectos da condição e revisaram resultados baseados em estudos médicos.
"Prisão de ventre crônica é incômoda, mas não é perigosa," atestou o autor Stefan A. Müller-Lissner, MD. "Esta pode ser a razão pela qual médicos freqüentemente não levam isso a sério. Existem muitas crenças não provadas sobre prisão de ventre, mas a maioria delas não se sustentam com uma investigação mais minuciosa utilizando métodos científicos."
De acordo com os autores, apesar de não haver dúvidas que as fibras aumentam o volume fecal e a freqüência, o papel de uma dieta de fibras para tratar da prisão de ventre crônica é exagerado. Está provado que uma dieta pobre em fibras não é a causa da prisão de ventre e o resultado do tratamento com consumo de fibras é modesto. A revisão dos estudos conduzido por Voderholzer e colaboradores mostrou que apenas 20% dos pacientes com transição lenta se beneficiaram com as fibras. Outros dados sugerem que enquanto muitos pacientes podem ser auxiliados por uma dieta rica em fibras, alguns realmente sofrem de sintomas piores quando aumentam o consumo de fibras
Na extremidade oposta, nem sempre o aumento de líquidos é garantia de ajuda na atividade do intestino. A ingestão de líquidos para tratar da prisão de ventre crônica é superestimada, de acordo com o Dr. Müller-Lissner e o sucesso do tratamento com fluidos é provavelmente nenhum. A menos que haja evidência de desidratação, não há dados que sustentem o fato de que aumentar a ingestão de líquidos pode tratar com sucesso da prisão de ventre. O artigo também chamou atenção para os mitos por trás do uso crônico de laxantes e como essas drogas podem estar ligadas a danos no nervo ou risco de câncer colorretal ou outros. Dados mostram que os laxantes que estão no mercado atualmente são seguros quando são prescritos de forma apropriada e tomados nas doses recomendadas.
Com esta informação, Dr. Müller-Lissner sugere que "pacientes não sejam mais incomodados com recomendações ineficazes sobre a ingestão de fibras e líquidos, nem ameaçados pelos efeitos colaterais dos laxantes. Além disso, ressecção desnecessária do colón deve ser evitada."
De acordo com a Academia Americana de Gastroenterologia, a prisão de ventre ou constipação é uma das mais freqüentes queixas gastrointestinais nos Estados Unidos e países europeus. Pelo menos 2,5 milhões de consultas médicas relacionadas à prisão de ventre são realizadas a cada ano nos Estados Unidos e centenas de milhões de doláres são gastos com laxantes anualmente. Com prisão de ventre crônica, os pacientes podem sofrer de prisão de ventre por semanas ou terem surtos recorrentes por longos períodos de tempo.
Fonte: American Journal of Gastroenterology,